<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>A Pulga &#187; História</title>
	<atom:link href="https://apulga.com/category/00-pulgaonline/historia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://apulga.com</link>
	<description>Um coletivo diletante de ideias</description>
	<lastBuildDate>Mon, 02 Oct 2023 09:05:39 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
		<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
		<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=3.8.41</generator>
	<item>
		<title>O pop também sofre</title>
		<link>https://apulga.com/o-pop-tambem-sofre/</link>
		<comments>https://apulga.com/o-pop-tambem-sofre/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 02 Mar 2014 12:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Mônica Lucas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Pulgaonline]]></category>
		<category><![CDATA[Pop]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://apulga.com/?p=293</guid>
		<description><![CDATA[Os fãs de Madonna sabem que ela costumava levar uns sopapos do primeiro marido, o ator Sean Penn, e que o casamento acabou numa delegacia. Não é novidade que Whitney <a class="read-more" href="https://apulga.com/o-pop-tambem-sofre/">[Ler o post]</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os fãs de Madonna sabem que ela costumava levar uns sopapos do primeiro marido, o ator Sean Penn, e que o casamento acabou numa delegacia. Não é novidade que Whitney Houston, em companhia do marido, promoveu várias festinhas regadas a cocaína e whisky. A imprensa bisbilhotou, noticiou e fotografou tudo nos mínimos detalhes. Algumas outras cantoras, no entanto, parecem querer ter um relacionamento mais franco com seus fãs. Antes que os jornalistas publiquem seus problemas, elas mesmas contam tudo, escancaram mesmo através de suas composições. Além de cantoras, são letristas. Foi assim que Fiona Apple relatou um estupro sofrido aos 12 anos, Tori Amos expôs um aborto traumático e Alanis Morissette se vingou do namorado.<span style="line-height: 1.5em;"> </span></p>
<p>Mulheres que expressam suas angústias através da música sempre existiram. Da diva Billie Holiday à brasileira Maysa, cujos olhos foram definidos como dois oceanos não pacíficos por Nelson Rodrigues, muitas mulheres foram capazes de cantar a própria alma de modo dilacerante, rasgado. As canções refletem o estado de espírito de suas intérpretes, tanto que os raros momentos de alegria também podem ser encontrados na audição de seus álbuns.</p>
<div class="scbb-content-box-gray scbb-rounded-corners">
<p><strong>PJ Harvey e suas maravilhosas estórias</strong></p>
<p>Singular talvez fosse um bom adjetivo para definir Polly Jean Harvey. Entre tantas cantoras de sua geração, ela se destaca por ter um estilo próprio, triste, raivoso, ousado. Se a descrição parece a de mais uma rebelde sem causa, igual a tantas outras &#8220;clonadas&#8221; de Alanis Morissette, deixe para lá. Ela não é nem um pouco poser. Escute o mais recente Stories from the city, stories from the sea e entenda.</p>
<p>Sem ser pretensiosa, a cantora britânica prova que existe vida inteligente no rock feminino. Passeando com desenvoltura por temas diversos e aparentemente distintos como religião, sexualidade e violência, ela confere-lhes uma amálgama mostrando o quanto estão intrinsecamente unidos, tudo em letras fortes, marcantes e muitas vezes dramatizadas. Autêntica, ela não costuma se render a modismos. A atual febre de música eletrônica, à qual muitos artistas já se renderam, não fez sua cabeça. Ela continua fazendo rock básico e cru. Sem frescuras, apenas guitarra, baixo e bateria. Simples e eficaz.</p>
<p>Mesmo quando é pop e romântica, faz isso de modo que não seja pegajoso ou forçado. Good Fortune poderia tocar em qualquer rádio por mais comercial que fosse, e isso não é nenhum demérito. A Place Called Home segue o mesmo caminho, mostrando que a cantora está mais feliz nesse novo trabalho. Mas é inegável que ela se sai bem melhor quando segue a veia roqueira, como em Big Exit, ou na mais pesada Kamikase, em que ela se arrisca num quase punk.</p>
<p>Se sozinha PJ já dá conta do recado, imagine com a luxuosa ajuda de Thom Yorke, do Radiohead, nos vocais. Ele empresta toda a sua melancolia a One Line, Beautiful Feeling e a maravilhosa This Mess We&#8217;re In. PJ Harvey deixa claro nesse CD que Yorke não apenas dividiu o microfone, mas também é uma forte influência musical. Beautiful Feeling e, principalmente, The Whores Hustle and the Hustlers Whore têm um gostinho bem radioheadiano.</p>
<p>No leque sonoro da cantora, até o folk encontra um espaço tímido em You Said Something. Talvez para lembrar as estórias de seu pequeno vilarejo à beira-mar, Dorset, em contraponto ao seu novo lar, a metrópole Nova York. O título remete às estórias vividas nos dois lugares. A nova cidade parece ter feito bem a ela; esse trabalho é bem menos cinza e pesado do que o anterior, Is the Desire?, o melhor dela até hoje.</p>
<p>Em meio à profusão de insossos chicletinhos pop na cola de Britney Spears e dos malabarismos vocais de Mariah Carey e Whitney Houston, PJ Harvey se destaca como uma das melhores cantoras e compositoras em atividade. Sem medo de se expor e de inovar, assim é Polly Jean Harvey.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gerações e gerações passaram seguindo direitinho a cartilha: Marianne Fairthfull, Patti Smith, Joni Mitchell e muitas outras. Mas nunca se viu tanta autoexposição quanto atualmente. Nos últimos anos, o mundo pop viu uma profusão de mulheres que transformaram suas músicas em confissões. É uma geração na faixa dos vinte, trinta anos, que faz da caneta mais uma sessão psiquiátrica. Obviamente inspiradas nas musas do passado, cantoras como PJ Harvey, Fiona Apple, Tori Amos e Aimee Mann fazem sucesso com a imagem de mulheres que sofrem e, com isso, encontram identificação imediata com o público fiel. Quantas pessoas já não encontraram em uma ou várias músicas um consolo para o próprio sofrimento? É o que se pode chamar de música feita para chorar, não necessariamente por dores de cotovelo, embora seja bem fácil encontrá-las também.</p>
<p>O que une essas cantoras, além da temática de suas músicas, é o modo como se expressam. Ao ouvi-las, muito provavelmente sabe-se que se tratam de composições feitas por mulheres. Experiências pessoais e assuntos polêmicos fazem parte de letras que contestam a religião, relatam masturbações e atacam o mundo. Cada qual a sua maneira traz um enfoque feminino e direto a assuntos antes camuflados. Não pense que se resumem a canções de amor. Muitas delas são, é verdade, mas não apenas isso. Vamos a elas, então&#8230;</p>
<div class="scbb-content-box-gray scbb-rounded-corners">
<p><strong>As cantoras mais confessionais da atualidade</strong></p>
<p><strong><a href="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Tori-Amos.jpg"><img class="alignleft" alt="Tori Amos" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Tori-Amos.jpg" width="48" height="67" /></a></strong></p>
<p><strong>Tori Amos:</strong> a vida dessa cantora americana não foi fácil. No início da adolescência, foi expulsa do conservatório onde estudava piano por não se adequar às regras e querer improvisar. Passou a se apresentar em pequenos bares gays, até se mudar para Los Angeles, onde, em 1988, gravou o primeiro disco. O fracasso do álbum aliado a um estupro sofrido por um fã a quem dava carona após um show a fizeram entrar numa crise de depressão. O segundo disco, intitulado Little Earthquake, veio recheado de temas fálicos e a faixa Me and Gun, narra o acontecimento traumático. O sucesso veio no trabalho seguinte, Under de Pink, falando de religião, patriarcado e masturbação, que vendeu mais de um milhão de cópias. Em 1998, outro CD bem confessional, dedicado ao aborto espontâneo do ano anterior. Na música Spark, ela diz que ela se sentia &#8220;com as mãos amarradas e os olhos vendados, pois via aquela criança morta e nada podia fazer&#8221;. De lá para cá, sua vida parece ter melhorado bastante: casou-se com o produtor musical Mark Hawley e, em 2000, nasceu a primeira filha do casal. <strong>Álbum essencial:</strong> Little Earthquake</p>
<p><strong><a href="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Fiona-Apple.jpg"><img class="alignleft" alt="Fiona Apple" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Fiona-Apple.jpg" width="97" height="132" /></a></strong></p>
<p><strong>Fiona Apple:</strong> no álbum Tidal, além de Sullen Girl, em que ela narra metaforicamente seu estupro aos 12 anos de idade (&#8220;estava velejando no mar tranquilo, mas fui traída por ele e lançada à praia, como uma concha vazia, depois que alguém me roubou a pérola&#8221;), tem ainda Shadowboxer, sobre o embate entre desejo e vulnerabilidade que resulta em amor perdido e arremedo de amizade. A dificuldade em encarar relacionamentos foi tema ainda de várias músicas do segundo CD, When the pawn&#8230;, com On the bound e To your love. Hoje, Fiona mantém um relacionamento estável com o cineasta Paul Thomas Anderson e declara-se bastante feliz. Será o seu próximo CD mais alegre ou os traumas do passado ainda a atormentam? <strong>Álbum essencial:</strong> Tidal</p>
<p><strong>Aimee Mann:</strong> apesar da experiência à frente da banda &#8216;Til Tuesday, ela era desprezada pelas grandes gravadoras por ser considerada pouco comercial. Meiguinha como ela só, resistia à depressão, tendo esperança numa virada. A grande chance veio com a gravação da trilha sonora de Magnolia (na realidade, uma compilação de sua carreira solo), que estourou em todo o mundo. O diretor Paul Thomas Anderson costuma dizer em suas entrevistas que o filme jamais poderia ter sido realizado sem as canções de Aimee, que funcionaram como ponto de partida para o roteiro. Melancolia e esperança são a tônica de seu trabalho. No mais recente, Bachelor nº 2, lançado pelo seu próprio selo independente, SuperEgo, &#8220;alfineta&#8221; aqueles que a desprezaram: &#8220;O que começou com tanta animação, agora eu termino com alívio&#8221;. <strong>Álbum essencial:</strong> Magnolia, trilha do filme homônimo.</p>
<p><strong>PJ Harvey: </strong>caso raro de cantora que conseguiu desvencilhar sua imagem do rastro do namorado famoso. Claro que ele influenciou seu trabalho, afinal era ninguém mais, ninguém menos que Nick Cave. E é praticamente impossível falar de músicas melancólicas sem citar seu nome. O quinto álbum, Is the Desire? mostra músicas que &#8220;são a cara&#8221; de alguém que o namorasse. Mas PJ sempre teve estilo próprio, com canções sobre problemas femininos e que vão bem além dos clichês do gênero. Nesse trabalho, o seu melhor, ela encarna 12 diferentes personagens. É como se cada música fosse uma página de diário arrancada de diferentes mulheres que vão fundo aos extremos de ódio, vingança e satisfação física. Agora, com namorado novo e morando em Nova York, ela reapareceu com Stories from the city, stories from the sea, mostrando seu novo momento. <strong>Álbum essencial:</strong> Is the Desire?</p>
<p><strong>Alanis Morissette:</strong> a típica cantora que fez sucesso moldando um estilo próprio da ousadia ao mainstream. Sua estreia foi impactante, com composições intensas do álbum Jagged Little Pill. Em You Oughta Know, ela confessa ter feito muito sexo oral no cinema com o ex-namorado, a quem, ironicamente, deseja felicidades. Já em Supposed Former Infatuation Junkie, na faixa Unsent, ela dá nome aos amores do passado. A canadense, no entanto, se deixou engolir pela padronização e fez músicas quase insuportáveis, como a chatíssima Thank You (abstenho-me de comentar o clip, um dos piores já produzidos) e a baba mais insossa dos últimos tempos, There I would be good. <strong>Álbum essencial:</strong> Jagged Little Pill</p>
<p><strong><a href="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Jewel.jpg"><img class="alignleft" alt="Jewel" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Jewel.jpg" width="64" height="83" /></a></strong></p>
<p><strong>Jewel:</strong> teve uma infância pobre. Sua casa não tinha água nem aparelho de televisão. Os pais, músicos amadores, se separaram quando ela tinha 8 anos, o que marcou definitivamente sua carreira musical. O primeiro CD traz composições feitas durante a adolescência, em que critica o modo de vida retratado na televisão, em conflito com a realidade em que &#8220;para pagar as contas é preciso até negociar com o diabo&#8221;.  <strong>Álbum essencial: </strong>Pieces of You</p>
<p><strong>Melissa Etheridge: </strong>homossexual assumida, viveu muito tempo tentando esconder sua condição. Saiu do armário com o disco que levava o sugestivo nome de Yes, I am. O trabalho seguinte, Breakdown, reafirma sua opção sexual. Ainda critica os padrões de beleza ocidental na faixa Mamma, I&#8217;m strange, em que fala das dificuldades de uma infância à margem do padrão Barbie. <strong>Álbum essencial:</strong> Yes, Iam.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*O texto foi escrito em 2001, por isso as referências temporais não estão atualizadas</p>
<p></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://apulga.com/o-pop-tambem-sofre/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Kátia Freitas e sua trajetória além da fronteira</title>
		<link>https://apulga.com/katia-freitas-e-sua-trajetoria-alem-da-fronteira/</link>
		<comments>https://apulga.com/katia-freitas-e-sua-trajetoria-alem-da-fronteira/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 02 Mar 2014 12:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Grazielle Albuquerque]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Pulgaonline]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://apulga.com/?p=302</guid>
		<description><![CDATA[A primeira entrevista da Pulga foi feita com a cantora Kátia Freitas, em dezembro de 2000, pouco antes do site entrar no ar. A conversa aconteceu num final de tarde, <a class="read-more" href="https://apulga.com/katia-freitas-e-sua-trajetoria-alem-da-fronteira/">[Ler o post]</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Foto-Kátia9.jpg"><img alt="Kátia Freitas" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Foto-Kátia9.jpg" width="640" height="480" /></a></p>
<p><em>A primeira entrevista da Pulga foi feita com a cantora Kátia Freitas, em dezembro de 2000, pouco antes do site entrar no ar. A conversa aconteceu num final de tarde, em uma casa branca de varanda azul, no centro de Fortaleza, onde os pais de Kátia moravam. Na conversa, a cantora falou da infância, da influência dos irmãos, da adolescência tímida e da vocação que desabrochou na faculdade. Na época, ela seguia para o segundo trabalho depois do imenso sucesso do álbum de estréia. Em trechos da entrevista é possível ver claramente esse ponto de inflexão de quem inicia uma nova jornada. Kátia estava em plena transição, começava a seguir um novo trajeto além das fronteiras da cidade. Éramos ela e nós, de alguma forma, iniciantes na estrada.</em></p>
<p><strong>Pulga: Como foi a passagem da menina que cantava em casa para uma vocação que demarcou espaço na época da faculdade?<br />
</strong><strong style="line-height: 1.5em;">Kátia:</strong><span style="line-height: 1.5em;"> Eu já tinha muita vontade de cantar, inclusive lembro de um festival (o Festival da Credimus) em que meu irmão participou como compositor. Eu tinha uns 12 anos na época e os jurados foram o Fagner e Alceu Valença. Fiquei indignada porque vi a apresentação e achava que ia cantar aquela música melhor do que aquela menina que defendeu a canção no festival. Pretensão ou não, mas já era um desejo meu de cantar. Na faculdade, tendo contato com algumas pessoas que já viviam no meio musical e trabalhavam com música, é que eu pude realmente externar isso. Então, a gente fazia rodas de violão na faculdade e as pessoas começaram a dizer que eu tinha voz boa, que devia entrar num coral. Eu já achava que tinha esse talento para a música, mas não me arriscava. Até que um amigo compositor, que fazia psicologia também, o Álcio Barroso me convidou para participar de um show que ele ia fazer no auditório da faculdade de Direito. Essa foi a primeira vez que eu subi solenemente num palco para cantar e cantei descalça. Depois disso eu tomei coragem e comecei a cantar no Blue Bar.</span></p>
<p><strong>Pulga: E como foi essa experiência de começar cantando em um bar GLS nos idos dos anos 80?<br />
</strong><strong style="line-height: 1.5em;">Kátia:</strong><span style="line-height: 1.5em;"> Eu acho que isso foi um aspecto bastante interessante porque era um público muito interessado no que eu tava fazendo. O que me possibilitou experimentar. Eu fiz maquiagens estilo Secos e Molhados, ia de chapéu, rolava no palco&#8230; Pude experimentar. Realmente era um palco, não é como hoje que você tem uma música ao vivo de fundo num barzinho. Realmente era um show, era uma hora que eu cantava toda sexta e sábado, e as pessoas que estavam lá realmente assistiam e aplaudiam.</span></p>

<a href='https://apulga.com/katia-freitas-e-sua-trajetoria-alem-da-fronteira/foto-katia9/'><img width="150" height="150" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Foto-Kátia9-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kátia Freitas" /></a>
<a href='https://apulga.com/katia-freitas-e-sua-trajetoria-alem-da-fronteira/foto-katia8/'><img width="150" height="150" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Foto-Kátia8-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kátia Freitas" /></a>
<a href='https://apulga.com/katia-freitas-e-sua-trajetoria-alem-da-fronteira/foto-katia7/'><img width="150" height="150" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Foto-Kátia7-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kátia Freitas" /></a>
<a href='https://apulga.com/katia-freitas-e-sua-trajetoria-alem-da-fronteira/foto-katia6/'><img width="150" height="150" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Foto-Kátia6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kátia Freitas" /></a>
<a href='https://apulga.com/katia-freitas-e-sua-trajetoria-alem-da-fronteira/foto-katia5/'><img width="150" height="150" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Foto-Kátia5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kátia Freitas" /></a>
<a href='https://apulga.com/katia-freitas-e-sua-trajetoria-alem-da-fronteira/foto-katia4/'><img width="150" height="150" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Foto-Kátia4-e1393277216180-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kátia Freitas" /></a>
<a href='https://apulga.com/katia-freitas-e-sua-trajetoria-alem-da-fronteira/foto-katia3/'><img width="150" height="150" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Foto-Kátia3-e1393277253431-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kátia Freitas" /></a>
<a href='https://apulga.com/katia-freitas-e-sua-trajetoria-alem-da-fronteira/foto-katia2/'><img width="150" height="150" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Foto-Kátia2-e1393277267491-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kátia Freitas" /></a>
<a href='https://apulga.com/katia-freitas-e-sua-trajetoria-alem-da-fronteira/foto-katia1/'><img width="150" height="150" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/Foto-Kátia1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kátia Freitas" /></a>

<p><strong>Pulga: Além dessa experiência do Blue Bar, gostaria que você falasse um pouco mais da sua trajetória, a participação no disco do Ricardo Augusto, o show com Fausto Nilo&#8230; Como essas coisas foram acontecendo?<br />
</strong><strong style="line-height: 1.5em;">Kátia:</strong><span style="line-height: 1.5em;"> Tudo é uma cadeia. Eu tocava com o Álcio, aí teve o Circo Voador aqui em Fortaleza e no último dia do Circo foi aberto ao público, quem quisesse subir lá para cantar, subia. E eu queria desesperadamente cantar, porque eu tinha assistido a todos os outros shows da dupla Paulo e Valerie, do grupo Bodega e de outros artistas. E no dia o Álcio não tava, aí eu vi o Zé Eugênio, chamei ele num canto e a gente ensaiou umas duas músicas, uma da Marina e outra do Álcio, e a gente cantou. Daí tudo começou, o Luís Miguel que é baixista estava lá, me viu e falou para o Ricardo Augusto, que na época estava lançando um disco. O Ricardo me convidou sem me conhecer e eu cantei duas músicas no LP Fotografia.  Uma delas tocou muito na rádio, a música chamava Imaginação e chegou ao quinto lugar nas paradas, o que era uma coisa totalmente inédita para uma música produzida no Ceará e independente. No pré-lançamento desse LP Fotografia foi que o Fausto Nilo me viu e me convidou para participar do lançamento de dois discos de letristas (um dele e outro do Fernando Brant), lá no My Way (que hoje é a boate do Iate Clube).</span></p>
<p><strong>Pulga: Então, você já estava começando um caminho mais estruturado quando viajou para a Alemanha. Como foi essa história?<br />
</strong><strong style="line-height: 1.5em;">Kátia:</strong><span style="line-height: 1.5em;"> Essa história da Alemanha é muito engraçada (risos). O Eugênio Leandro ligou para mim, me chamou para comer uma pizza e disse: &#8220;Vamos fazer uma viagem? Você quer ir para onde, para o Rio ou para a Alemanha?&#8221; Aí é claro que eu disse: &#8220;Pra Alemanha!&#8221; Mas a intenção era ir, fazer shows, divulgar&#8230; ele tinha um projeto mais bem elaborado na cabeça dele. Eu não, eu fui totalmente sem noção do que aquilo poderia me dar. Então, fui mesmo, mais uma vez a menina atravessando o mar para conhecer o outro lado. Fomos para lá: Eu, o Eugênio Leandro e o Eudinho (guitarrista cearense, até hoje radicado na Alemanha). Eu topei a história porque tinha um casal de amigos que já morava lá e porque tinha o Quilombo de Berlim, que era um centro de multicultura formado por brasileiros e alemães que ia ser inaugurado e a gente ia fazer o show de abertura. Tinha um estúdio em cima desse Quilombo e eles convidaram a gente para fazer um disco e eu fiquei lá para fazer esse disco que acabou nunca saindo.</span></p>
<p><strong>Pulga: Foi nessa época que você entrou na banda Ônix?<br />
</strong><strong>Kátia: </strong>Pois é, diretamente de Berlim para Teresina (risos). Foi aí que eu recebi o convite para entrar na banda. Foi ótimo, outra experiência. Eu fiz 24 shows em 30 dias, o interior todo do Piauí, Maranhão, Pará e Tocantins. Mas assim, fui sabendo que não era o trabalho que eu queria fazer, que era puramente comercial, de entretenimento e patrocinado. E a intenção era pegar aquele dinheiro para começar a gravar meu disco.</p>
<p><strong>Pulga: Isso foi em que ano?<br />
</strong><strong style="line-height: 1.5em;">Kátia: </strong><span style="line-height: 1.5em;">A minha viagem com a banda Ônix foi em 91, mas eu só comecei a gravar o disco em 93.</span></p>
<p><strong>Pulga: E como você avalia a contribuição do disco para a divulgação da sua carreira?<br />
</strong><strong style="line-height: 1.5em;">Kátia: </strong><span style="line-height: 1.5em;">Muito da divulgação vem dos shows, mas principalmente porque eu tive sorte de ter tocado muito na rádio. E o desafio é que até então as pessoas só me conheciam como cantora e eu ia me lançar como compositora. E eu fiz o lançamento em outubro de 95 durante dois dias no Theatro José de Alencar, mas depois fiz um show em janeiro de 96 na barraca Biruta e nesse intervalo a música tocou muito na rádio, isso me ajudou muito. E tive muita sorte porque eu não precisei ir lá pedir, por favor, para tocar na rádio. O Guilhermando Duarte, que na época fazia parte da direção do sistema O Povo de Rádio, me chamou para conversar e todo o sistema meio que abraçou o disco.</span></p>
<p><strong>Pulga: E o clipe? Já havia um projeto de lançar CD e clipe juntos?<br />
</strong><strong style="line-height: 1.5em;">Kátia: </strong><span style="line-height: 1.5em;">Não, o clipe foi mais uma iniciativa do (videomaker) Joe Pimentel. Ele tinha um programa na TVC e estava fazendo clipes para exibir nesse programa. Daí ele me chamou para fazer o clipe da música “Um qualquer”. Depois ele foi até exibido na MTV, mas não fazia parte dos meus planos.</span></p>
<p><strong>Pulga: E depois do disco, não tinha uma cobrança em cima do seu trabalho? Algo como fazer uma divulgação mais sistemática no eixo Rio/São Paulo?<br />
</strong><strong style="line-height: 1.5em;">Kátia:</strong><span style="line-height: 1.5em;"> Não só tinha como tem! Até as pessoas chegam para mim perguntando por que eu não faço sucesso nacionalmente. Como é que eu posso responder por isso? (risos). Mas eu acho que eu ainda não fiz esse esforço mesmo, eu nunca saí de Fortaleza. Eu ainda estou aprendendo. Acho que agora estou mais preparada para isso. Porque, veja bem, eu não podia num primeiro CD, lançado independente, em Fortaleza, numa cidade onde tudo ainda está por acontecer, tudo ainda está se construindo, como eu posso chegar e pular todo esquema da indústria fonográfica do país? Poderia até ter feito isso se eu fizesse uma música bastante comercial, eu acho que a minha música é comercial, mas ela prima por outras coisas e também eu acho que as pessoas que tiveram acesso ao disco ainda não sacaram como ela pode ser comercial.</span></p>
<p><strong>Pulga: Mas como foi o processo de divulgação nacional do CD, você mandou copias para as gravadoras?<br />
</strong><strong style="line-height: 1.5em;">Kátia: </strong><span style="line-height: 1.5em;">Sim, mandei para todas as gravadoras, o disco tocou muito em São Paulo. O que eu não fiz foi me mudar para lá, fincar os pés e ficar batalhando. Eu não fiz isso, mesmo porque tudo era muito novo para mim e o barato era fazer o CD e conquistar Fortaleza. Eu gosto de viver em Fortaleza, eu quero sair daqui para trabalhar, mas eu nunca senti vontade de adotar outro lugar como lar. Acho isso tudo muito cruel e espero que essa lógica seja invertida. Espero que todos os eixos culturais do Brasil possam vir à tona, acredito nisso. Não sei se eu vou ter tempo para ver isso acontecer, mas acredito nisso e quero fazer parte dessa construção.</span></p>
<p><strong>Pulga: Você pretende trilhar esse mesmo caminho com o novo CD?<br />
</strong><strong style="line-height: 1.5em;">Kátia: </strong><span style="line-height: 1.5em;">Eu quero seguir novos passos. Eu estou com mais energia, conheço melhor os caminhos, conheço alguns atalhos para conseguir o que quero. E principalmente não desejo com tanta ansiedade, como eu tinha, fazer parte de uma grande gravadora. Hoje tenho vontade de construir um caminho realmente independente.</span></p>
<p><strong>Pulga: E como está o novo trabalho?<br />
</strong><strong style="line-height: 1.5em;">Kátia: </strong><span style="line-height: 1.5em;">Na verdade eu comecei a fazer o novo CD e é tudo que eu posso te dizer (risos). Porque eu gosto de trabalhar em silêncio como fiz no meu primeiro disco.</span></p>
<p><strong>Pulga: É só isso? Tem composições suas? Você não pode falar mais nada?<br />
</strong><strong style="line-height: 1.5em;">Kátia:</strong><span style="line-height: 1.5em;"> Tem composições minhas, tem regravações, tem algumas parcerias que eu acho que vão acontecer, que são novas e interessantes. Mas o legal é que este é um trabalho que eu estou tendo tranquilidade de fazer porque estou sendo patrocinada pela Telemar. Eu comecei a gravar esse disco quando pintou aquele festival da Globo (outubro de 2000) e eu gravei uma música minha para o festival. Graças a Deus ela não entrou, porque seria o fim para mim pedir autorização para gravar uma música minha. Foi daí que pensei que estava na hora de gravar.</span></p>
<p><strong>Pulga: Você já tinha algum material na gaveta ou foi a partir daí que começou a garimpar o material?<br />
</strong><strong>Kátia: </strong>Eu tinha algumas coisas, na verdade eu até achava que não tinha nada porque passei um tempo muito vazia. Eu me casei, fiquei muito dedicada ao casamento, à casa, passei um tempo longe dessa coisa da criação. Quer dizer, eu achava que tava longe, mas depois eu fui ver um caderninho que uso para escrever e vi um monte de coisa que eu fiz nesse tempo e não me dei conta. Então, agora é fazer a música para essas coisas que eu já vinha escrevendo.</p>
<p><strong>Pulga: Como está a gravação do novo álbum? Você pretende lançá-lo quando?<br />
</strong><strong style="line-height: 1.5em;">Kátia:</strong><span style="line-height: 1.5em;"> O disco tem três músicas gravadas e mais duas escolhidas. Quero lançar depois do carnaval. E o fato de ser patrocinada, através da Lei estadual de Incentivo à Cultura, me dá uma maior tranquilidade para gravar, mas isso só vale para a gravação. O show de lançamento não está incluído.</span></p>
<p></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://apulga.com/katia-freitas-e-sua-trajetoria-alem-da-fronteira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Stroking the music</title>
		<link>https://apulga.com/stroking-the-music/</link>
		<comments>https://apulga.com/stroking-the-music/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 02 Mar 2014 10:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Liliana Albuquerque]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Pulgaonline]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://apulga.com/?p=230</guid>
		<description><![CDATA[Chegou recentemente às lojas do país o CD &#8221;Is This It&#8221; (preço médio: R$ 25,00), da badalada banda nova-iorquina The Strokes, que está sendo considerada a maior revelação dos últimos tempos <a class="read-more" href="https://apulga.com/stroking-the-music/">[Ler o post]</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/The-Strokes-021.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-328" alt="The Strokes" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/The-Strokes-021.jpg" width="800" height="558" /></a></p>
<p>Chegou recentemente às lojas do país o CD &#8221;Is This It&#8221; (preço médio: R$ 25,00), da badalada banda nova-iorquina The Strokes, que está sendo considerada a maior revelação dos últimos tempos pela crítica especializada, especialmente de revistas &#8220;descoladas&#8221; como a norte-americana Rolling Stone e a britânica The Face.</p>
<p>De fato, &#8220;Is This It&#8221; é um dos melhores álbuns do ano: suas harmônicas canções parecem emitir pequenas e contagiantes explosões de energia a cada acorde, a cada batida. Lembram bandas como Stooges, Television e Velvet Underground, a única influência unânime entre os membros da banda. Julian Casablancas (vocalista e compositor), Nikolai Fraiture (baixista), Albert Hammond Jr., Nick Valensi (guitarristas) e Fabrizio Moretti (baterista) confessam que esse ar &#8220;retrô&#8221; é intencional. Pelos seus nomes, dá para ver que esses rapazes representam uma Nova York bem cosmopolita, contando até com um brasileiro: Fabrizio é filho de uma brasileira e de um italiano, nasceu no Rio mas mora em Nova York desde os quatro anos. Os cinco já eram amigos de longa data quando resolveram se juntar e montar o grupo.</p>
<p>O que mais espanta na trajetória dos rapazes é que mesmo antes de lançarem seu primeiro álbum suas músicas já faziam sucesso e eram comentadas. Seus singles, lançados primeiro no Reino Unido, os elevaram à condição de hype; e foi lá que ganharam uma legião de fiéis fãs, antes mesmo que em &#8220;casa&#8221;. Chegaram inclusive a tocar no famoso Festival de Reading deste ano, muito para uma banda que só recentemente lançou o primeiro videoclipe, de Last Nite, dirigido por Roman Coppola (filho de Francis Ford).</p>
<p>Na verdade, o álbum só foi lançado nos Estados Unidos no fim de setembro, e em versão modificada. Em tempo: a música New York City Cops foi trocada às pressas por uma reserva, When It Started, pois possui um verso polêmico: &#8220;os policiais de Nova York não são tão espertos&#8221;. Os atentados de 11 de setembro repercutiram até no underground… a canção, contudo, não saiu do repertório dos shows, e a versão do álbum que chegou ao Brasil é a original, semelhante à britânica até na capa, esta também modificada nos EUA.</p>
<p>Polêmicas à parte, o grupo quer continuar a fazer música de qualidade, mas sem deixar que isso lhes suba a cabeça. Eles rejeitam o título de revolucionários e/ou de salvadores do rock: &#8220;Muita gente faz com que pareçamos uma banda meio da moda, meio raivosa. Na verdade, nós somos caras divertidos e adoráveis. Não temos a intenção de sermos os reis do pedaço, como fazem parecer. Somos só uns doidos que usam as mesmas roupas que há cinco anos&#8221;, disse Fabrizio. Negam até mesmo os velhos clichês do estilo: &#8220;Não queremos ser conhecidos como uma drug band&#8221;; &#8220;Não fazemos covers, só faríamos se soubéssemos que ficaria melhor que o original&#8221;, são declarações de Nick Valensi que atestam suas intenções. É bom que não se deixem levar pelo auê em torno deles. Os Strokes têm um trabalho excelente, mas não dá para elevar seu álbum de estreia à categoria de clássico. São muito jovens (todos entre 20 e 23 anos de idade) e têm uma carreira inteira pela frente.</p>
<p>Por enquanto, está de bom tamanho curtir suas canções, que falam basicamente sobre relacionamentos e problemas comuns a qualquer jovem. Há quem as ache repetitivas, muito vinculadas ao punk dos anos 70, ou simplesmente superficiais, retratando problemas de &#8220;meninos ricos&#8221;. Essas críticas se baseiam principalmente no fato de Julian ser filho do fundador da Elite Models, John Casablancas. Na verdade, o vocalista com cara de junkie arrumadinho se declara independente do pai e está mais interessado em escrever letras baseadas em suas experiências pessoais. Versos que contém até certos toques de cinismo: &#8220;Noite passada ela me disse ‘me sinto tão deprê’, e acabou me desanimando; e eu me senti abandonado, virei pra ela e disse ‘não estou mais nem aí, disso eu tenho certeza, vou embora daqui&#8217;&#8221;.</p>
<p>Experiência única é assistir a um show deles, dizem os privilegiados que já testemunharam suas performances. Eles até ressuscitaram o mosh, pulo do palco para a plateia, que ultimamente estava restrito aos shows de metal. Conversei via e-mail com uma groupie &#8220;coreana-norte-americana&#8221;, que mantém um site sobre a banda e já assistiu a sete de seus shows. Ela me disse que os rapazes são mesmo muito legais e que sempre consegue falar com eles antes e depois das apresentações – eles até já a reconhecem: &#8220;O ‘Fab’ sabe o meu nome&#8221;, confidenciou. É rezar para que algum dia eles apareçam por este país. Enquanto isso, tentamos entrar em contato com suas músicas e ideias através do CD, ou por alguma das diversas páginas na internet dedicadas a eles. A oficial é <a href="http://www.thestrokes.com">esta</a>.</p>
<p>&#8220;Strokes&#8221; pode significar batida, pancada, derrame, toque, carícia ou até mesmo porrada, dependendo do contexto; assim, a palavra por vezes é associada à masturbação – os rapazes riem de quem pergunta se é isso que explica o nome da banda, e respondem que na verdade é apenas uma boa definição da música deles: vibrante, bem ritmada, com boas levadas de baixo e bateria, que acabam de repente em algum verso distorcido na voz de Julian. É ouvir para comprovar. Os Strokes podem não ser a melhor banda do mundo, mas para o momento musical em que vivemos, são a resposta ideal para as Britney Spears e os N’Sync da moda.</p>
<p><em><span style="line-height: 1.5em;">*O texto foi escrito em 2001, por isso as referências temporais não estão atualizadas</span></em></p>
<p></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://apulga.com/stroking-the-music/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
