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	<title>A Pulga &#187; Pulgaonline</title>
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	<description>Um coletivo diletante de ideias</description>
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		<title>Stroking the music</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Mar 2014 10:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Liliana Albuquerque]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/The-Strokes-021.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-328" alt="The Strokes" src="http://apulga.com/wp-content/uploads/2014/02/The-Strokes-021.jpg" width="800" height="558" /></a></p>
<p>Chegou recentemente às lojas do país o CD &#8221;Is This It&#8221; (preço médio: R$ 25,00), da badalada banda nova-iorquina The Strokes, que está sendo considerada a maior revelação dos últimos tempos pela crítica especializada, especialmente de revistas &#8220;descoladas&#8221; como a norte-americana Rolling Stone e a britânica The Face.</p>
<p>De fato, &#8220;Is This It&#8221; é um dos melhores álbuns do ano: suas harmônicas canções parecem emitir pequenas e contagiantes explosões de energia a cada acorde, a cada batida. Lembram bandas como Stooges, Television e Velvet Underground, a única influência unânime entre os membros da banda. Julian Casablancas (vocalista e compositor), Nikolai Fraiture (baixista), Albert Hammond Jr., Nick Valensi (guitarristas) e Fabrizio Moretti (baterista) confessam que esse ar &#8220;retrô&#8221; é intencional. Pelos seus nomes, dá para ver que esses rapazes representam uma Nova York bem cosmopolita, contando até com um brasileiro: Fabrizio é filho de uma brasileira e de um italiano, nasceu no Rio mas mora em Nova York desde os quatro anos. Os cinco já eram amigos de longa data quando resolveram se juntar e montar o grupo.</p>
<p>O que mais espanta na trajetória dos rapazes é que mesmo antes de lançarem seu primeiro álbum suas músicas já faziam sucesso e eram comentadas. Seus singles, lançados primeiro no Reino Unido, os elevaram à condição de hype; e foi lá que ganharam uma legião de fiéis fãs, antes mesmo que em &#8220;casa&#8221;. Chegaram inclusive a tocar no famoso Festival de Reading deste ano, muito para uma banda que só recentemente lançou o primeiro videoclipe, de Last Nite, dirigido por Roman Coppola (filho de Francis Ford).</p>
<p>Na verdade, o álbum só foi lançado nos Estados Unidos no fim de setembro, e em versão modificada. Em tempo: a música New York City Cops foi trocada às pressas por uma reserva, When It Started, pois possui um verso polêmico: &#8220;os policiais de Nova York não são tão espertos&#8221;. Os atentados de 11 de setembro repercutiram até no underground… a canção, contudo, não saiu do repertório dos shows, e a versão do álbum que chegou ao Brasil é a original, semelhante à britânica até na capa, esta também modificada nos EUA.</p>
<p>Polêmicas à parte, o grupo quer continuar a fazer música de qualidade, mas sem deixar que isso lhes suba a cabeça. Eles rejeitam o título de revolucionários e/ou de salvadores do rock: &#8220;Muita gente faz com que pareçamos uma banda meio da moda, meio raivosa. Na verdade, nós somos caras divertidos e adoráveis. Não temos a intenção de sermos os reis do pedaço, como fazem parecer. Somos só uns doidos que usam as mesmas roupas que há cinco anos&#8221;, disse Fabrizio. Negam até mesmo os velhos clichês do estilo: &#8220;Não queremos ser conhecidos como uma drug band&#8221;; &#8220;Não fazemos covers, só faríamos se soubéssemos que ficaria melhor que o original&#8221;, são declarações de Nick Valensi que atestam suas intenções. É bom que não se deixem levar pelo auê em torno deles. Os Strokes têm um trabalho excelente, mas não dá para elevar seu álbum de estreia à categoria de clássico. São muito jovens (todos entre 20 e 23 anos de idade) e têm uma carreira inteira pela frente.</p>
<p>Por enquanto, está de bom tamanho curtir suas canções, que falam basicamente sobre relacionamentos e problemas comuns a qualquer jovem. Há quem as ache repetitivas, muito vinculadas ao punk dos anos 70, ou simplesmente superficiais, retratando problemas de &#8220;meninos ricos&#8221;. Essas críticas se baseiam principalmente no fato de Julian ser filho do fundador da Elite Models, John Casablancas. Na verdade, o vocalista com cara de junkie arrumadinho se declara independente do pai e está mais interessado em escrever letras baseadas em suas experiências pessoais. Versos que contém até certos toques de cinismo: &#8220;Noite passada ela me disse ‘me sinto tão deprê’, e acabou me desanimando; e eu me senti abandonado, virei pra ela e disse ‘não estou mais nem aí, disso eu tenho certeza, vou embora daqui&#8217;&#8221;.</p>
<p>Experiência única é assistir a um show deles, dizem os privilegiados que já testemunharam suas performances. Eles até ressuscitaram o mosh, pulo do palco para a plateia, que ultimamente estava restrito aos shows de metal. Conversei via e-mail com uma groupie &#8220;coreana-norte-americana&#8221;, que mantém um site sobre a banda e já assistiu a sete de seus shows. Ela me disse que os rapazes são mesmo muito legais e que sempre consegue falar com eles antes e depois das apresentações – eles até já a reconhecem: &#8220;O ‘Fab’ sabe o meu nome&#8221;, confidenciou. É rezar para que algum dia eles apareçam por este país. Enquanto isso, tentamos entrar em contato com suas músicas e ideias através do CD, ou por alguma das diversas páginas na internet dedicadas a eles. A oficial é <a href="http://www.thestrokes.com">esta</a>.</p>
<p>&#8220;Strokes&#8221; pode significar batida, pancada, derrame, toque, carícia ou até mesmo porrada, dependendo do contexto; assim, a palavra por vezes é associada à masturbação – os rapazes riem de quem pergunta se é isso que explica o nome da banda, e respondem que na verdade é apenas uma boa definição da música deles: vibrante, bem ritmada, com boas levadas de baixo e bateria, que acabam de repente em algum verso distorcido na voz de Julian. É ouvir para comprovar. Os Strokes podem não ser a melhor banda do mundo, mas para o momento musical em que vivemos, são a resposta ideal para as Britney Spears e os N’Sync da moda.</p>
<p><em><span style="line-height: 1.5em;">*O texto foi escrito em 2001, por isso as referências temporais não estão atualizadas</span></em></p>
<p></p>]]></content:encoded>
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